Kelps Lima propõe regra para contratação de cargos comissionados

Foto: KELPS QUER FIM DE POLITICAGEM COM CARGOS COMISSIONADOS.

O deputado Kelps Lima apresentou nesta terça-feira, 14 de maio, um projeto de lei que proíbe a contratação indiscriminada, sem critérios técnicos qualificadores, de cargos comissionados de gerenciamento no Governo do Estado.

Os cargos de gerenciamento são os de secretários adjuntos, coordenadores e subcoordenadores. 
 
O projeto prevê que as nomeações dos cargos comissionados venham acompanhadas, obrigatoriamente, de currículo da pessoa indicada, de forma que a opinião pública saiba se ela tem qualificação para o trabalho.
                
Além disso a proposta prevê que os ocupantes de Cargos tem de se enquadrar na Lei da Ficha Limpa. 
 
“O objetivo do projeto é dificultar politicagem com cargos públicos. Tendo critérios técnicos para cumprir, fica mais difícil a troca de empregos por votos. E, o mais importante de tudo, é que, qualificando as nomeações para os cargos de gerenciamento, o Estado concorre a ter uma prestação de serviço melhor.”
 
O projeto também prevê que 50% do total de cargos em comissão em cada secretaria sejam ocupados por servidores efetivos. E torna obrigatório que o segundo nome, em nível hierárquico, desses órgãos seja sempre ocupado por servidor efetivo, com experiência e presença no respectivo órgão, de forma a garantir a continuidade administrativa e abreviar o período de transição entre governos.
 
“O projeto de lei ora apresentado privilegia três grandes diretrizes: experiência, conhecimento técnico e história no serviço público, dotando a administração pública dos melhores profissionais, aptos a promover, cada dia mais, uma gerência eficiente, independente dos seus mandatários.”, diz o projeto do deputado Kelps.

O deputado estadual Kelps Lima (PR) apresentou um Projeto de Lei que define critério para a ocupação de cargos em comissão, que são os cargos públicos de livre nomeação e exoneração, com atribuições de direção, chefia e assessoramento.

“Já se fez a hora de racionalizar as ações da administração pública, uma vez que, sem sombra de dúvidas, a eficiência dos serviços prestados à população passa diretamente pela melhor organização dos setores administrativos, com gestores e gerentes mais bem preparados para enfrentar as dificuldades dos procedimentos administrativos que são o meio para a satisfação das necessidades públicas”, justificou.

Pelo Projeto, o deputado pretende que a escolha seja feita mediante critérios de experiência, conhecimento técnico e história no serviço público, “buscando dotar a administração pública dos melhores profissionais, aptos a promover, cada dia mais, uma administração eficiente, independentemente dos seus mandatários”.

Diógenes Dantas: Por que disciplinar os cargos comissionado?

Kelps Lima: Temos um grave problema de gestão pública no Rio Grande do Norte. As consequências que enxergamos na saúde, segurança pública são de gestão na grande maioria. A gestão é muito amadora no estado. Os cargos comissionados são funções que administram milhões de reais, vida, educação e segurança das pessoas e esses cargos devem ser ocupados por pessoas altamente qualificadas. E hoje é impossível que essas pessoas tenham acesso a esses cargos por dois motivos, primeiro que desde 1998 não há reajuste de salário e segundo porque esses cargos viraram moeda de troca de acordo eleitoreiro. São usados em linha geral para fazer politicagem. Hoje não existe nenhum tipo de critério para assumir esse cargo.

DD: Você não tá pregando no deserto?

KL: Acho que não. Quando publicamos na fan page teve milhares de pessoas curtindo e compartilhando. Quem coloca esse assunto na pauta é o governador, um deputado, senador. Mas a classe política em geral não coloca e é isso que tentamos fazer.

DD: Qual vai ser a regra que o projeto propõe?

KL: Em primeiro lugar deve ser ficha limpa, em segundo lugar ao publicar a nomeação deve também publicar o currículo profissional do nomeado para a sociedade saber se está sendo nomeado um apadrinhado político ou técnico da área. 50% ou mais dos cargos de coordenador e subcoordenador sejam ocupados por servidores público de carreira e que tenham passado pelo menos 5 anos na secretaria.

Precisamos profissionalizar a gestão. Quanto menos a classe política interferir na máquina pública, melhor será. O estado deve ser maior que o governo e os servidores maiores que os políticos.

DD: Você já resolveu o problema da justa causa do PR e já se decidiu por uma legenda?

KL: Não me decidi por legenda, mas tenho um critério. Não vou para um partido que não esteja pautando projetos para o RN. A justa causa deve ser julgada nos próximos 20 ou 30 dias.

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