ACARI: Diretor Geral do Hospital Dr. Odilon Guedes esclarece porque ambulância transportou botijão de gás


Vamos pensar um pouco? Vamos imaginar o que faria um botijão de gás no interior de uma ambulância, será que estava ali por motivo nenhum? Apenas um ato gratuito ou como foi dito irresponsável? Será?

No mês de março do corrente ano aceitei um desafio que sabia desde o começo não ser fácil, afinal de contas reestabelecer um serviço que a muito vinha defasado era mais que apenas difícil, dizer isso seria simplificar demais as coisas, mas aceitei e hoje fazendo um retrospecto do que já alcançamos é no mínimo gratificante, porque dizer isso também é simplificar demais as coisas. Nossa primeira missão foi trazer os servidores de volta para gestão, fazer com que cada servidos do Hospital Regional Dr. Odilon Guedes da Silva vestisse novamente a camisa da instituição, batalha árdua, mas batalha vencida. 

Com o tempo, pouco tempo conseguimos desmistificar essa possibilidade que o Hospital simplesmente fechasse suas portas, afinal de contas naquela época só dava para piorar se isso acontecesse mesmo, talvez fosse até mais fácil. Simplesmente fechar as portas e deixar para trás tanto serviço prestado a tanta gente de tanto lugar. Hoje essa é uma ideia que não existe mais, o fantasma foi sepultado de vez e hoje se falar em outros fantasmas, outras guerras são vencidas. Hoje o Hospital Regional Dr. Odilon Guedes da Silva voltou a ser uma instituição, voltamos a ser uma equipe.

Num primeiro momento, vencido esta etapa de trazer os servidores de volta, fizemos um prévio levantamento de tudo que tinha dentro do Hospital, e para desgosto segue em anexo uma relação de todo o material vencido que foi encontrado dentro do almoxarifado da farmácia, todo esse processo foi acompanhado de perto pelos técnicos e auxiliares de farmácia e além do registro escrito também temos fotos que comprovam a quantidade absurda de material que precisou ser descartado. Isso sim é desrespeito com o povo, com o dinheiro público e com os impostos. Material que poderia ter sido de uso em outras unidades, que poderia ter sido permutados por algo que naquele momento estivesse em falta nesta unidade. Todavia o material precisou ser descartado e no corrente mês (outubro), recebemos visita da COVISA que atestou não existir na unidade nenhum medicamente e/ou material vencido. Habilitando assim a continuidade de nossos serviços. Vamos em frente.

Voltando ao gás e as ambulâncias, recebemos em março duas ambulâncias, mas ao contrário do que se disse, não estavam em pleno funcionamento, foi dito que o modelo que hoje se encontra em circulação havia passado por manutenção recente custeado com recursos próprios, e que o modelo mais antigo estava parado pois não tinha condições mecânicas de fazer uma viagem de maior porte, abrimos um processo de Registro de Preço Nº 015/2014 – PROCESSO 125.133/2014-1 para que a manutenção de ambas ambulâncias fossem feitas de modo legal, por empresa autorizada e custeada pela SESAP RN, que devido ao alto custo de reparo da ambulância “velha”, foi preciso ser rebocada para empresa de Natal RN para que o serviço não fosse tão oneroso, nessa ocasião foi constatado segundo laudo técnico emitido pela oficina responsável, que o painel da referida ambulância havia sido trocado por outro, sendo toda a demora e aumento do custo de serviço dado pela aquisição da fábrica de painel original do modelo da ambulância. Sendo assim desminto que a ambulância foi cedida para outra unidade, pois a mesma até esse momento não tinha nenhuma condição de ser usada num setor de urgência e emergência. Somente com o retorno desta que na ocasião estava com a mecânica completamente reformulada, percebeu-se que o radiador precisaria ser trocado pois não comportaria a mecânica atualizada, desta maneira a ambulância voltou para substituição desta peça por outra nova e original.

Ainda no mês de abril fomos surpreendidos quando a empresa que fornecia o Gás de Cozinha para unidade decretou falência, e mais surpresa foi constatar que a licitação em vigência do referido processo foi deserta, ou seja, o único concorrente foi este que decretou falência e a forma que conseguimos até agora suprir as necessidades do setor de nutrição foi através de doação de outras unidades (Caicó, Currais Novos, Acari...), haja vista que sem o gás de cozinha toda a unidade entraria em colapso pela impossibilidade de fornecer refeições para servidores e pacientes, desta forma a única maneira de transportar essas doações e trocas teriam que ser feitas através do único veículo em funcionamento da unidade, por falar em pacientes, depois de quase 01 ano voltamos a internar pacientes, começamos (com recursos próprios) a manutenção e reforma das enfermarias, sensibilizamos os servidores de enfermagem quanto a importância do atendimento humanizado, começamos com 12 dias de médico em escala, no mês de outubro a escala ficou descoberta apenas 04 dias no mês inteiro. No começo o falatório era sobre a falta de médico, suprimos em muito essa necessidade, hoje o falatório é sobre o transporte “irregular” de uma doação de gás de cozinha que garante o funcionamento e a refeição dos pacientes, amanhã o falatório talvez que o Raio X quebrou, porque o céu é o limite, e a gente só atira pedras em arvores que dão frutos né?

Vamos pensar um pouco? Vamos imaginar o que faria um botijão de gás no interior de uma ambulância, será que estava ali por motivo nenhum? Apenas um ato gratuito ou como foi dito irresponsável? Será?
Absolutamente não!

Victor Hugo Galvão de Medeiros – Diretor Geral HOGS

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