UFRN INCENTIVA CUIDADO À SAÚDE DO BEBÊ REALIZANDO TESTE DO CORAÇÃOZINHO


O Teste do Coraçãozinho, ou Oximetria de Pulso, foi incorporado ao grupo dos procedimentos que devem ser realizados nas maternidades brasileiras em todos os recém-nascidos. Por determinação do Ministério da Saúde, o exame é obrigatório desde junho de 2014, e faz parte da triagem Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar da obrigatoriedade da realização do exame na rede de saúde do Brasil, muitas unidades ainda não realizam o teste após as primeiras 24 horas de vida e antes da alta hospitalar, como é recomendado. Entre os motivos está a falta de informação da população acerca da importância do teste.

Os estudantes de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Kaio Silva, Nathália Alves e Pedro Campos, realizaram nesta semana, o exame em crianças com até 3 meses de idade sob a orientação da professora do Departamento de Pediatria (DEPEd) da Universidade, a cardiopediatra Gisele Leite.

A ação foi desenvolvida como atividade da Semana do Bebê, iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) como estratégia de mobilização social, e junto à Unidade de Saúde Familiar Comunitária (USFC) localizada próximo ao Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).

A Semana tem como objetivo tornar a promoção da saúde da criança em primeira infância – do nascimento aos seis anos de idade – uma prioridade em todos os municípios do Brasil, realizando ações de intervenção durante sete dias com programação definida por cada município.

Segundo a professora Gisele Leite, o objetivo da intervenção, além da realização do exame, é orientar a população e atender da melhor maneira a comunidade, diminuindo a incidência da mortalidade por cardiopatias congênitas.

O Exame
O teste é simples e não causa dor à criança. É utilizado um aparelho que mede a diferença de saturação do oxigênio no sangue do bebê, o oxímetro. Primeiro afere-se a saturação na mão e depois no pé do recém-nascido. Se entre a saturação do pé e a da mão houver uma diferença de 3% ou mais, ou se em apenas uma das medições for constatada uma saturação igual ou inferior a 95%, o bebê deve ser encaminhado ao cardiopediatra para uma avaliação mais aprofundada, pois pode ter algum tipo de cardiopatia.

Jéssica Geciane levou a filha de 13 dias para fazer o exame. Segundo ela, não houve nenhum tipo de orientação sobre o procedimento quando deu à luz na maternidade. “Eu não sabia que o exame existia”, afirma.

Segundo o Ministério da Saúde, a incidência de Cardiopatias Congênitas Críticas é de um a dois casos a cada mil bebês nascidos vivos. O exame é de grande importância, pois é capaz de detectar boa parte das cardiopatias inclusive algumas consideradas críticas e que requerem intervenção.

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